1. Como devo realizar o rodízio dos pneus?


A presença de desgastes irregulares, ou o surgimento de vibrações são fatores que determinam a necessidade de um novo alinhamento e balanceamento de rodas.
Por outro lado, os pneus montados num mesmo veículo podem com o uso apresentar na banda de rodagem um consumo ligeiramente irregular devido às condições mecânicas do veículo (suspensão, amortecedores etc.), distribuição de cargas, variações das curvaturas das estradas, tipo de percurso etc. Estas irregularidades podem ser corrigidas através de trocas sistemáticas das posições das rodas do veículo, denominadas rodízios.
Rodízios em pneus de veículo para automóveis, camionetas, utilitários, caminhões e ônibus, recomendados em média a cada 10.000 km.


2. Qual a importância da pressão no desempenho dos pneus?

A calibragem correta dos pneus é fundamental para a economia e a segurança. Pneus abaixo da calibragem fazem com que o carro se arraste e aumente o consumo de combustível. Eles também comprometem a habilidade de manobrar em curvas, diminuem o controle da frenagem e aumentam a distância da parada.

A calibragem acima da recomendada força os pneus desnecessariamente e faz com que acumulem e retenham calor muito rápido. O esforço e o calor são os fatores que mais contribuem para a falha dos pneus, incluindo estouros. Isso também faz com que elas desgastem mais rápidas. Pneus bem calibrados são mais duros e rodam mais facilmente. Isto aumenta sua vida útil e ajuda a economizar combustível. Permitem que o desenho do pneu tenha melhor aderência, inclusive na chuva e na neve. Além disso, são capazes de trabalhar junto com a suspensão para proporcionar máxima capacidade de direção, esterçamento e frenagem.

Estima-se que 4 em cada 10 veículos na estrada têm pelos menos um pneu com baixa calibragem. Uma pressão de 3 libras por polegada quadrada (psi) abaixo do recomendado pode reduzir a quilometragem útil da gasolina em 1,5 %. Alguns especialistas sugerem reduções ainda maiores. Os pneus podem perder 1 psi a cada 30 dias naturalmente e ainda mais em climas frios. Já que o ar frio é mais denso, a pressão cai cerca de 1 psi para cada 5º C. Um pneu calibrado com 30 psi a 21º C, por exemplo, pode cair para 26 psi a 0º C.

A pressão recomendada dos pneus está dentro do seu carro, geralmente em um adesivo no lado de dentro da tampa do porta-luva ou em uma das colunas da porta. Está também no manual do proprietário. Muitos veículos disponibilizam a escolha do tamanho do pneu e cada tamanho possui sua própria recomendação de pressão de calibragem.
Compare o tamanho mostrado na lateral do pneu com o tamanho que consta no adesivo ou no manual do proprietário.
Observe que a calibragem indicada na lateral do pneu representa a calibragem máxima e não a pressão ideal determinada pelo fabricante do pneu e do seu carro.Confira a calibragem quando os pneus estiverem frios. Isto significa que devem ter rodado menos de 1,5 km. O ar expande-se dentro do pneu aquecido, o que produz uma falsa medição. A pressão dos pneus deveria ser conferida pelo menos a cada 30 dias.

3. Qual a importância do Alinhamento Técnico e quando devemos fazê-lo?

O alinhamento dos pneus garante que todos eles estejam ajustados para rodar na mesma direção.
O alinhamento inapropriado afeta o desgaste do pneu, o consumo de combustível por quilômetro, a estabilidade e o desempenho global do veículo. Você deve fazer um alinhamento a cada 10.000 Km ou conforme orientação no “Manual do Proprietário” do veículo, embora uma batida no meio-fio ou um buraco possam comprometer o alinhamento. Se isso acontecer, você deve pedir a um profissional para inspecionar o alinhamento assim que possível.Motivos para suspeitar que os pneus precisam ser alinhados e para verificar o alinhamento:


· Desgaste excessivo ou irregular dos pneus.
· Volante puxando para a esquerda ou para a direita.
· Sensação de frouxidão ou de movimento sem direção.
· Vibração ou trepidação do volante.


O volante não está centralizado quando o carro está se movendo em linha reta.Só um exame sistemático dos pneus permite diagnosticar uma deficiente regulação do paralelismo (nem sempre é perceptível na condução).

4. Porque a equilibragem (balanceamento) dos pneus?


A equilibragem é necessária para suprimir os efeitos de um desequilíbrio do conjunto rolante (vibração);
Não equilibrar os pneus é expor-se a:


- Um desconforto na condução.
- Um desgaste prematuro dos órgãos de suspensão, de direção, dos rolamentos, do pneu.
- Podemos não sentir as vibrações no volante, mesmo que existam e sejam filtradas do veículo. Daí a importância da equilibragem das rodas traseiras como das rodas dianteiras.


O balanceamento é um processo de compensação de massa. De um modo geral, quando se monta o conjunto pneu, roda e válvula, o ponto mais pesado do pneu quase nunca coincide com o ponto menos pesado da roda ou vice-versa. A compensação da massa deve ser feita tanto estática quanto dinamicamente. O sintoma mais comum de desbalanceamento é a vibração na direção.


5. Como é a estrutura de um pneu?


Carcaça : parte resistente do pneu; deve resistir à pressão, peso e choques. Compõe-se de lonas de poliéster, nylon ou aço. A carcaça retém o ar sob pressão que suporta o peso total do veículo. Os pneus radiais possuem ainda as cintas que complementam sua resistência;

Talões : constituem-se internamente de arames de aço de grande resistência, tendo por finalidade manter o pneu fixado ao aro da roda;

Parede lateral : são as laterais da carcaça. São revestidos por uma mistura de borracha com alto grau de flexibilidade e alta resistência à fadiga;

Cintas (lonas) : compreende o feixe de cintas (lonas estabilizadoras) que são dimensionadas para suportar cargas em movimento. Sua função é garantir a área de contato necessária entre o pneu e o solo;

Banda de rodagem : é a parte do pneu que fica em contato direto com o solo. Seus desenhos possuem partes cheias chamadas de biscoitos ou blocos e partes vazias conhecidas como sulcos, e devem oferecer aderência, tração, estabilidade e segurança ao veículo.

Ombro : É o apoio do pneu nas curvas e manobras.

Nervura central : proporciona um contato "circunferencial" do pneu com o solo.

 

6. Quando devo trocar os pneus?

Através da Resolução 558/80, de 15 de abril de 1980, o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAM) estabeleceu em seu art. 4º que fica proibida a circulação de veículo automotor equipado com pneus cujo desgaste da banda de rodagem tenha atingido os indicadores ou cuja profundidade remanescente da banda de rodagem seja inferior a 1,6mm. Sendo assim todos os pneus para automóveis, camionetas, caminhões e ônibus são dotados de 4 a 8 fileiras transversais de indicadores de desgaste de banda de rodagem (saliências no fundo do desenho), espaçadas com uniformidade através da circunferência do pneu, que permitem verificar quando o pneu atingiu o limite de desgaste da banda de rodagem, ou seja, 1,6 mm. de profundidade remanescente. Nos pontos onde se localizam estes indicadores existem na região do ombro da rodagem as siglas T.W.I. (Tread Wear Indicators).

Os pneus com menos de 1,6 mm de resíduo de desenho na banda de rodagem deixam muito a desejar em termos de aderência, principalmente em piso molhado e por esta razão devem ser substituídos por outros novos para a continuidade do rodar com segurança.


7. Em que posição devem ser montados os pneus novos?

Por ocasião da troca de pneus num veículo de passeio, o ideal é sempre substituir os quatro pneus usados por outros novos, o que ensejará o melhor desempenho global do veículo. É normal ocorrer à necessidade de substituição de apenas dois pneus com menor resíduo de desenho, sendo prática comum de mercado, montar os pneus novos nas posições dianteiras. Neste particular esclarecemos que os dois pneus novos (ou com maior resíduo de desenho) devem de preferência ser montados nas posições traseiras, independente do veículo ser dotado de tração dianteira ou tração traseira. A instalação dos pneus novos na traseira trará como resultados:

1 - Melhor resposta nas saídas em veículos de tração traseira;

2 - Melhor aderência sobre terrenos inconsistentes em veículos de tração traseira;

3 - Melhor dirigibilidade e maior segurança em veículo sobreesterçantes que são aqueles com maior tendência de deriva nas posições traseiras, portanto mais difíceis de serem controlados;

4 - Otimização dos freios porque quando freamos, a carga sobre o eixo dianteiro pode vir a ser o dobro daquela no eixo traseiro, o que justifica a necessidade de termos pneus com maior aderência no eixo menos carregado, para melhor distribuir a ação dos freios;

5 - Melhor desempenho em pavimentos de baixa aderência;

6 - Uma perfuração ou avaria num pneu dianteiro é rapidamente constatada e o controle do veículo é facilitado pela direção. Por esta razão os pneus novos ou os melhores pneus devem ser montados nas posições traseiras onde a percepção de qualquer problema dessa ordem é mais demorada e onde o controle do veículo também é mais difícil;

7 - Nas situações críticas, como por exemplo, em dias de chuva, uma eventual aquaplanagem em curva é muito mais perigosa nos pneus traseiros do que nos dianteiros.


8. O que é aquaplanagem?


A perda de contato do pneu com a estrada molhada, por causa de uma impossibilidade de drenar a água da área de contato do pneu, em tais condições.
Quanto menor a profundidade dos sulcos, maior a probabilidade de aquaplanagem.
A aquaplanagem é o efeito que ocorre quando as ranhuras não dão conta de drenar a água existente entre a borracha e o asfalto, fazendo com que o pneu se movimente sobre uma película de água, praticamente sem atrito com o asfalto.
A maioria dos acidentes rodoviários envolvendo um único veículo, em dias de chuva, deve-se ao fenômeno da aquaplanagem. Para se ter uma noção de grandeza, um pneu novo a 90 km/h pode drenar até 5 litros de água por segundo, dependendo das condições de microdrenagem da superfície do asfalto.
Além da profundidade dos sulcos, a probabilidade de aquaplanagem varia conforme a velocidade e pressão de calibragem do pneu.

9. Como fazer meus pneus durarem mais?

  • Verifique a pressão dos pneus, no mínimo uma vez por mês e, principalmente, antes de um trajeto de longa distância que exija alta velocidade. A pressão correta é um fator de segurança e de durabilidade. Essa verificação deve ser efetuada "a frio" (ter rodado menos de três quilômetros). Não se esqueça do estepe e siga as recomendações do fabricante.
    A cada troca de pneu, substitua a válvula, pois ela se deteriora sob a ação da força centrífuga. Ela garante a vedação e torna mais longa a vida útil do seu pneu.
    A calibragem é necessária para evitar vibrações. Ela também ajuda a combater o desgaste precoce das peças da suspensão, direção, rodagem e dos pneus.
    Verifique o paralelismo das rodas dianteiras, bem como a geometria do veículo (alinhamento, cambagem). Você evitará qualquer desgaste irregular e precoce dos seus pneus.
  • Faça o rodízio dos pneus. Sempre consulte um especialista, no momento de efetuar o rodízio.

10. Como reparar meus pneus, em caso de furo?


Para toda a reparação, na seqüência de uma perfuração, é imprescindível a desmontagem do pneu.
Antes de reparar um pneu sem câmara, é obrigatório efetuar um exame da parte interna do produto, a fim de assegurar a ausência de danos irreversíveis, que venham a comprometer a sua segurança.Um pneu reparado sem a aplicação de métodos e ferramentas adequadas, pode comprometer a sua segurança e a vida útil do produto.
Alguns danos apenas são visíveis no interior do pneu.
Verifique se justifica a reparação, em função do desgaste do pneu.

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