6. Quando devo trocar os pneus?
Através da Resolução 558/80, de 15 de abril de 1980, o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAM) estabeleceu em seu art. 4º que fica proibida a circulação de veículo automotor equipado com pneus cujo desgaste da banda de rodagem tenha atingido os indicadores ou cuja profundidade remanescente da banda de rodagem seja inferior a 1,6mm. Sendo assim todos os pneus para automóveis, camionetas, caminhões e ônibus são dotados de 4 a 8 fileiras transversais de indicadores de desgaste de banda de rodagem (saliências no fundo do desenho), espaçadas com uniformidade através da circunferência do pneu, que permitem verificar quando o pneu atingiu o limite de desgaste da banda de rodagem, ou seja, 1,6 mm. de profundidade remanescente. Nos pontos onde se localizam estes indicadores existem na região do ombro da rodagem as siglas T.W.I. (Tread Wear Indicators).
Os pneus com menos de 1,6 mm de resíduo de desenho na banda de rodagem deixam muito a desejar em termos de aderência, principalmente em piso molhado e por esta razão devem ser substituídos por outros novos para a continuidade do rodar com segurança.
7. Em que posição devem ser montados os pneus novos?
Por ocasião da troca de pneus num veículo de passeio, o ideal é sempre substituir os quatro pneus usados por outros novos, o que ensejará o melhor desempenho global do veículo. É normal ocorrer à necessidade de substituição de apenas dois pneus com menor resíduo de desenho, sendo prática comum de mercado, montar os pneus novos nas posições dianteiras. Neste particular esclarecemos que os dois pneus novos (ou com maior resíduo de desenho) devem de preferência ser montados nas posições traseiras, independente do veículo ser dotado de tração dianteira ou tração traseira. A instalação dos pneus novos na traseira trará como resultados:
1 - Melhor resposta nas saídas em veículos de tração traseira;
2 - Melhor aderência sobre terrenos inconsistentes em veículos de tração traseira;
3 - Melhor dirigibilidade e maior segurança em veículo sobreesterçantes que são aqueles com maior tendência de deriva nas posições traseiras, portanto mais difíceis de serem controlados;
4 - Otimização dos freios porque quando freamos, a carga sobre o eixo dianteiro pode vir a ser o dobro daquela no eixo traseiro, o que justifica a necessidade de termos pneus com maior aderência no eixo menos carregado, para melhor distribuir a ação dos freios;
5 - Melhor desempenho em pavimentos de baixa aderência;
6 - Uma perfuração ou avaria num pneu dianteiro é rapidamente constatada e o controle do veículo é facilitado pela direção. Por esta razão os pneus novos ou os melhores pneus devem ser montados nas posições traseiras onde a percepção de qualquer problema dessa ordem é mais demorada e onde o controle do veículo também é mais difícil;
7 - Nas situações críticas, como por exemplo, em dias de chuva, uma eventual aquaplanagem em curva é muito mais perigosa nos pneus traseiros do que nos dianteiros.
8. O que é aquaplanagem?
A perda de contato do pneu com a estrada molhada, por causa de uma impossibilidade de drenar a água da área de contato do pneu, em tais condições.
Quanto menor a profundidade dos sulcos, maior a probabilidade de aquaplanagem.
A aquaplanagem é o efeito que ocorre quando as ranhuras não dão conta de drenar a água existente entre a borracha e o asfalto, fazendo com que o pneu se movimente sobre uma película de água, praticamente sem atrito com o asfalto.
A maioria dos acidentes rodoviários envolvendo um único veículo, em dias de chuva, deve-se ao fenômeno da aquaplanagem. Para se ter uma noção de grandeza, um pneu novo a 90 km/h pode drenar até 5 litros de água por segundo, dependendo das condições de microdrenagem da superfície do asfalto.
Além da profundidade dos sulcos, a probabilidade de aquaplanagem varia conforme a velocidade e pressão de calibragem do pneu.
9. Como fazer meus pneus durarem mais?
10. Como reparar meus pneus, em caso de furo?
Para toda a reparação, na seqüência de uma perfuração, é imprescindível a desmontagem do pneu.
Antes de reparar um pneu sem câmara, é obrigatório efetuar um exame da parte interna do produto, a fim de assegurar a ausência de danos irreversíveis, que venham a comprometer a sua segurança.Um pneu reparado sem a aplicação de métodos e ferramentas adequadas, pode comprometer a sua segurança e a vida útil do produto.
Alguns danos apenas são visíveis no interior do pneu.
Verifique se justifica a reparação, em função do desgaste do pneu.
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